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O fuzil é uma arma de fogo portátil, de cano longo (maior que 48 cm), com alma raiada. Pode ser de repetição, semi-automático ou automático. Também pode ser usado o termo rifle ou refle, palavras tomadas por anglicismo. A denominação "fuzil" tem origem no nome da peça metálica das antigas espingardas de pedeneira que, percutida pelo silex (pederneira), produzia a faísca que originava a deflagração, produzindo o disparo do projétil. A palavra "fuzil" acabou por ser utilizada para designar, não apenas a peça metálica, mas toda a arma em si. O termo nunca foi muito utilizado na língua portuguesa, sendo usada preferencialmente a designação "espingarda". Contudo, no final do século XIX, no Brasil, em virtude da influência militar francesa neste país, o termo começou a ser usado para designar as armas longas de cano de alma raiada. Já em Portugal, o termo "fuzil" continuou a ser raramente utilizado. Neste país, no âmbito militar, para designar as armas longas de cano raiado usa-se, normalmente, o termo espingarda de guerra ou, simplesmente, espingarda. No âmbito civil, todas as armas longas raiadas são classificadas como carabinas. A diferença entre o fuzil e a carabina pode ser o facto desta, muitas vezes, ser de calibre menor. No entanto esta pode não ser uma definição absoluta, pois a Mauser Karabiner 98k, padronizada em 1935 e usada na Segunda Guerra Mundial, tinha calibre 7.92 x 57mm. O fuzil é uma arma que dispara projéteis giratórios por ter em seu cano estrias entalhadas em espirais. Os calibres mais comuns são o 7.62 mm e o 5.56 mm (.223 NATO). Existem reproduções do fuzil FAL, usado pelas Forças Armadas e Auxiliares para treinamento, que são de uso restrito. É usada em praticamente todos o exércitos do mundo como arma-padrão. Alguns exemplos são: a M16 da guerra do Vietnã (pelos Estados Unidos da América), a M1 Garand da Segunda Guerra Mundial (idem) e o Springfield M1903 da Primeira Guerra Mundial (idem).
Espingarda versus FuzilEm Portugal popularmente usa-se Espingarda como termo genérico das armas de fogo longas portáteis, incluindo os Fuzis. No entanto, de acordo com o Regime Jurídico das Armas e Munições (Lei 5/2006 de 23 de Fevereiro), só deverão ser classificadas como "Espingardas" as armas de fogo longas com cano de alma lisa, devendo as de alma raiada ser classificadas "Carabinas". No entanto, o Exército Português designa as suas armas longas de assalto como "Espingardas", apesar de serem de alma raiada. No Brasil o termo espingarda é usado para designar o que em Portugal é popularmente chamado caçadeira, ou seja uma arma longa de caça, de cano não raiado. Este tipo de arma utiliza, em geral, munições carregadas com múltiplos bagos (ou balins) esféricos de chumbo, mas, dependendo da finalidade, podem empregar também projétil singular (balote) ou flechetes (usadas somente para caça, mas proibidas em muitos países). Nomes populares, errados e que devem ser evitados são "cartucheiras" e "escopeta". As espingardas mais comuns são as de calibre 12. Um tipo de arma de fogo longa não raiada que às vezes é confundida com espingarda é a garrucha. Visão GeralInicialmente, os rifles eram armas de precisão, enquanto a infantaria fazia uso regular da maior potência de fogo dos robustos Mosquetes, com munição de mosquete com calibres até 19 mm (0,75 polegadas). Benjamin Robins, um matemático Inglês, percebeu que um projétil alongado conservariam a massa e a energia cinética de uma bola de mosquete, isso cortaria o ar com maior facilidade. [1] O inovador trabalho de Robins e outros teria até ao final de século 18 ganho aceitação. Por meados do século 19, porém, a produção industrial tinha avançado suficientemente para que o mosquete fosse substituído por uma série de fuzis - geralmente de tiro simples, com carregamento pela culatra - concebidos para ser usado por soldados individualmente. Assim como agora, os fuzis tinham uma coronha, quer seja fixa ou dobravel, para serem apoiadas contra o ombro quando os fuzis eram disparados. Os primeiros fuzis militares, tais como os fuzis Baker eram mais curtos que os mosquetes da época, e geralmente a arma de um atirador. Até o início do século 20 os rifles tendiam a ser muito longos, um Martini-Henry de 1890 tinha de quase 2 m (6 pés) de comprimento com uma baioneta fixa. A demanda por armas mais compactas para a cavalaria levou à carabina ou aos rifles curtos. ClassificaçãoNenhuma classificação nesse assunto pode ser considerada conclusiva, pois não há padronização entre os países nem de nomenclatura, nem de definição. A seguir, uma maneira simples e genérica de classificação: AçãoOs fuzis podem ser classificados quanto à sua ação:
FinalidadeOs fuzis podem ser classificados de acordo com sua aplicação tática:
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